Estamos organizando o número 2 do livro.
Mas ainda engatinha: desenhos, poemas e até os poetas estão em processo de prospecção.
De certo mesmo é que antes do final do ano o ARTERIAS nº 2 sairá.
Deixo um poema que fiz esses dias...
-----------------------------------------
E foi assim
Havia o silêncio
e a sombra das árvores
o vento matinal dialogava
com as folhas e as cores
os pés, desejosos de andar,
tentaram vencer as dores
pois a cada esquina
se revelavam novos amores.
FLOKOS
A.R.T.É.R.I.A.S...
A.T.É.R.I.A.S... Trata-se da produção quase artesanal de um livro contendo 33 poesias e 10 desenhos. Os textos foras escritos por Centenário (Jan Stepherson), Flokos (Vinicius Falcão), Leandro Lelis, e os desenhos feitos por Eduardo. Outros parceiros, como Jeca (Jeferson Pinheiro) e Biba, contribuíram com esta experimentação, quer nas idéias, quer nos ajustes, quer na arte do livro, quer na agradável companhia. Passageiros das ruas e bares de Fortaleza.
domingo, 25 de setembro de 2011
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Centenário !!!
Quero este instante como um
sorriso de criança destraída
na alegria da brincadeira faceira
com este bem querer de lembranças
e esquecimentos dançantes
CENTENÁRIO
sorriso de criança destraída
na alegria da brincadeira faceira
com este bem querer de lembranças
e esquecimentos dançantes
CENTENÁRIO
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Poesia do Flokos
O que não é dito escorre
entre uma e outra linha
o que não é dito fica em silêncio
assinado como uma aceitação
Ta(c/t)i(t/c) a ("o que não é não
é sim"), o que não é dito
é escrito e trancado na gaveta
que fica do lado da cama
gavetas que falam mais do que as mãos e ficam perto do colchão
onde se dorme, também se come, se deita
se morre e se nasce.
O que não é dito escorre
pelo canto da boca e morre em alguma fresta de mim,
nem sempre é escondido, muitas vezes
está tão claro que nem precisa
estar à amostra
como dois e dois são cinco
como três que não se acham
azes de um jogo mal resolvido
que se resolvem em quatro.
FLOKOS
entre uma e outra linha
o que não é dito fica em silêncio
assinado como uma aceitação
Ta(c/t)i(t/c) a ("o que não é não
é sim"), o que não é dito
é escrito e trancado na gaveta
que fica do lado da cama
gavetas que falam mais do que as mãos e ficam perto do colchão
onde se dorme, também se come, se deita
se morre e se nasce.
O que não é dito escorre
pelo canto da boca e morre em alguma fresta de mim,
nem sempre é escondido, muitas vezes
está tão claro que nem precisa
estar à amostra
como dois e dois são cinco
como três que não se acham
azes de um jogo mal resolvido
que se resolvem em quatro.
FLOKOS
domingo, 19 de dezembro de 2010
Poesia de leandro
INVENÇÃO
Queria um dia comprar-me
Mas o dinheiro estranhou o bolso.
Resolvi então copiar-me.
Tentativa desastrosa,
Pois o traço foi inifel
Só restou
Inventar-me.
LEaNDrO
Queria um dia comprar-me
Mas o dinheiro estranhou o bolso.
Resolvi então copiar-me.
Tentativa desastrosa,
Pois o traço foi inifel
Só restou
Inventar-me.
LEaNDrO
Mais uma sequência de textos publicados no livro artesanal ARTÉRIAS
O corpo líquido que se esparrama
pelas brechas do presente,
liquidez vegetal, escorregadio animal
que anuncia o brado do corte epitelial
que sangra, que jorra vida no escuro
do desapercebido, nas bordas, nas margens,
no fora, no furo do mundo, onde
nos deleitamos em não saber quem somos,
a noite.
CENTENÁRIO
pelas brechas do presente,
liquidez vegetal, escorregadio animal
que anuncia o brado do corte epitelial
que sangra, que jorra vida no escuro
do desapercebido, nas bordas, nas margens,
no fora, no furo do mundo, onde
nos deleitamos em não saber quem somos,
a noite.
CENTENÁRIO
terça-feira, 19 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Maurice Bejart - Bolero de Ravel
Maurice Béjart
1º de janeiro de 1927, Marselha (França)
22 de novembro de 2007, Lausanne (Suíça)
Béjart dedicou-se à dança desde os 14 anos.
O bailarino e coreógrafo Maurice Béjart nasceu em Marselha, no sul da França, em 1º de janeiro de 1927. Seu verdadeiro nome era Maurice-Jean Berger. Apesar de ser formado em Filosofia, dedicou-se à dança desde os 14 anos, seguindo o conselho de seu médico, que considerava a constituição física de Béjart muito frágil. Influenciado pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, Béjart dizia que o balé é "um alegre saber".
Depois de fazer sua formação de bailarino clássico em Londres e Paris, onde estudou com os conceituados professores Léo Staats, Madame Egorova e Madame Roussane, passou a dançar nas companhias de Jamine Charrat e Roland Petit. Foi em uma turnê com o Balé Cullberg, no qual dançava desde 1949, que Béjart despertou para a necessidade de se criar coreografias mais expressivas. Assinou a primeira delas em 1952, para o filme sueco "L'oiseau de feu" ("O pássaro de fogo"), em que ele é o principal intérprete.
De personalidade irrequieta e inconformada, Béjart não aceitava que o balé fosse uma arte "separada das massas". Tentando aproximar o grande público e a dança, decidiu inovar e elaborou a arrojada coreografia "Sinfonia para um homem só", sobre a música de vanguarda de Pierre Henry e Pierre Schaeffer. O balé, no entanto, desagradou aos círculos tradicionais de dança e a parcela da crítica. Segundo o coreógrafo Jean-Claude Gallotta, "Sinfonia para um homem só" foi uma revolução "mais sociológica que artística", pois Béjart conservou a técnica clássica, mas transformou a alma do balé em algo sagrado e, ao mesmo tempo, sensual.
Rejeitado na França, o bailarino não desistiu. Instalou-se em Bruxelas, na Bélgica, onde sua coreografia para a "Sagração da Primavera", de Igor Stravinsky, teve um acolhimento triunfal no Teatro Real de La Monnaie. Um ano mais tarde, fundou a companhia Balé do Século 20, grupo que somou êxito após êxito, não apenas na capital belga, mas em inúmeros países.
Das coreografias que assinou ao longo dos anos, tiveram especial repercussão "Bolero" (1960), "Nona sinfonia" (1964), "Romeu e Julieta" (1966), "Missa do tempo presente" (1967) e "Malraux ou a metamorfose dos deuses" (1986).
Depois de uma discussão com Gérard Mostier, diretor do Teatro Real de La Monnaie, Maurice Béjart prosseguiu seu trabalho, a partir de 1987, na Suíça, rebatizando sua companhia com o nome de Balé Béjart Lausanne e, em seguida, Balé Rudra Béjart.
Nos últimos anos, suas criações tornaram-se ainda mais ambiciosas, como nos casos de "Ring um den Ring" (1990), sobre música de Richard Wagner, e "MutationX" (1998), além das coreografias realizadas já no século 21: "Madre Teresa e as crianças do mundo" (2002), "Adeus, Federico" (2003, dedicada ao cineasta Federico Fellini) e "Zaratustra" (2006, inspirada na obra "Assim falou Zaratustra", de Friedrich Nietzsche).
Maurice Béjart também se dedicou ao ensino, compartilhando sua experiência por meio de duas escolas: Mudra, fundada em 1970, na cidade de Bruxelas, e Rudra, criada em Lausanne, no ano de 1992. Um de seus principais ensinamentos está resumido na frase que ele próprio criou, a fim de definir o que é a dança: "Um mínimo de explicação, um mínimo de anedotas e um máximo de sensações".
As companhias de dança fundadas por Béjart atuaram não apenas nos mais famosos teatros do mundo, mas, seguindo o sonho de aproximar o balé das massas, apresentaram-se em estádios desportivos e circos. Béjart criou cerca de 140 coreografias, nas quais somou à dança efeitos teatrais, textos literários e elementos de multimídia, criando uma arte desmesurada, na qual se misturam o cinema, o teatro e a ópera.
Béjart foi condecorado com a Ordem do Sol Nascente (1986) pelo imperador japonês Hiroito, nomeado Grande Oficial da Coroa (1988) pelo rei Balduíno, da Bélgica, e eleito, em 1994, membro da Academia Francesa de Belas Artes.
Nos últimos anos, com a saúde debilitada, seguiu dirigindo sua companhia de balé. Em uma de suas muitas entrevistas, ao ser questionado sobre a proximidade da morte, Béjart respondeu: "Eu creio que a gente morre sempre a tempo. O tempo é contado de maneira diferente para cada um, mas nós morremos a tempo".
Béjart faleceu em 22 de novembro de 2007, aos 80 anos, no Centro Hospitalar de Lausanne, na Suíça. Ao ser informado do falecimento, o bailarino Patrick Dupond afirmou: "Sem dúvida, agora, ele deve estar começando a fazer as estrelas dançarem". E não foi menor o elogio da célebre bailarina italiana Carla Fracci, de 71 anos: "O Deus da dança morreu".
Fontes: "El País", "La Vanguardia", "The New York Times" e "Le Monde".
Assinar:
Postagens (Atom)


