terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Centenário !!!

Quero este instante como um

sorriso de criança destraída

na alegria da brincadeira faceira

com este bem querer de lembranças

e esquecimentos dançantes

                                       CENTENÁRIO

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Poesia do Flokos

O que não é dito escorre
entre uma e outra linha
o que não é dito fica em silêncio
assinado como uma aceitação
Ta(c/t)i(t/c) a ("o que não é não
é sim"), o que não é dito
é escrito e trancado na gaveta
que fica do lado da cama
gavetas que falam mais do que as mãos e ficam perto do colchão
onde se dorme, também se come, se deita
se morre e se nasce.

O que não é dito escorre
pelo canto da boca e morre em alguma fresta de mim,
nem sempre é escondido, muitas vezes
está tão claro que nem precisa
estar à amostra
como dois e dois são cinco
como três que não se acham
azes de um jogo mal resolvido
que se resolvem em quatro.
                                            FLOKOS

domingo, 19 de dezembro de 2010

Poesia de leandro

INVENÇÃO

Queria um dia comprar-me

Mas o dinheiro estranhou o bolso.

Resolvi então copiar-me.

Tentativa desastrosa,

Pois o traço foi inifel

Só restou

Inventar-me.
                               LEaNDrO

Mais uma sequência de textos publicados no livro artesanal ARTÉRIAS

O corpo líquido que se esparrama
pelas brechas do presente,
liquidez vegetal, escorregadio animal
que anuncia o brado do corte epitelial
que sangra, que jorra vida no escuro
do desapercebido, nas bordas, nas margens,
no fora, no furo do mundo, onde
nos deleitamos em não saber quem somos,
a noite.
                                                             CENTENÁRIO

terça-feira, 19 de outubro de 2010


Aí estão alguns desenhos do nosso primeiro livro, feitos pelo cabeludo (Eduardo)... estamos pensando em outros trabalhos...

[...]

CAPA (sem título)




primeira página (onde tem o nome do livro)

 


Outro desenho que está dentro do livro.






quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Maurice Bejart - Bolero de Ravel

Maurice Béjart
1º de janeiro de 1927, Marselha (França)
22 de novembro de 2007, Lausanne (Suíça)


Béjart dedicou-se à dança desde os 14 anos.



O bailarino e coreógrafo Maurice Béjart nasceu em Marselha, no sul da França, em 1º de janeiro de 1927. Seu verdadeiro nome era Maurice-Jean Berger. Apesar de ser formado em Filosofia, dedicou-se à dança desde os 14 anos, seguindo o conselho de seu médico, que considerava a constituição física de Béjart muito frágil. Influenciado pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, Béjart dizia que o balé é "um alegre saber".


Depois de fazer sua formação de bailarino clássico em Londres e Paris, onde estudou com os conceituados professores Léo Staats, Madame Egorova e Madame Roussane, passou a dançar nas companhias de Jamine Charrat e Roland Petit. Foi em uma turnê com o Balé Cullberg, no qual dançava desde 1949, que Béjart despertou para a necessidade de se criar coreografias mais expressivas. Assinou a primeira delas em 1952, para o filme sueco "L'oiseau de feu" ("O pássaro de fogo"), em que ele é o principal intérprete.

De personalidade irrequieta e inconformada, Béjart não aceitava que o balé fosse uma arte "separada das massas". Tentando aproximar o grande público e a dança, decidiu inovar e elaborou a arrojada coreografia "Sinfonia para um homem só", sobre a música de vanguarda de Pierre Henry e Pierre Schaeffer. O balé, no entanto, desagradou aos círculos tradicionais de dança e a parcela da crítica. Segundo o coreógrafo Jean-Claude Gallotta, "Sinfonia para um homem só" foi uma revolução "mais sociológica que artística", pois Béjart conservou a técnica clássica, mas transformou a alma do balé em algo sagrado e, ao mesmo tempo, sensual.

Rejeitado na França, o bailarino não desistiu. Instalou-se em Bruxelas, na Bélgica, onde sua coreografia para a "Sagração da Primavera", de Igor Stravinsky, teve um acolhimento triunfal no Teatro Real de La Monnaie. Um ano mais tarde, fundou a companhia Balé do Século 20, grupo que somou êxito após êxito, não apenas na capital belga, mas em inúmeros países.

Das coreografias que assinou ao longo dos anos, tiveram especial repercussão "Bolero" (1960), "Nona sinfonia" (1964), "Romeu e Julieta" (1966), "Missa do tempo presente" (1967) e "Malraux ou a metamorfose dos deuses" (1986).

Depois de uma discussão com Gérard Mostier, diretor do Teatro Real de La Monnaie, Maurice Béjart prosseguiu seu trabalho, a partir de 1987, na Suíça, rebatizando sua companhia com o nome de Balé Béjart Lausanne e, em seguida, Balé Rudra Béjart.

Nos últimos anos, suas criações tornaram-se ainda mais ambiciosas, como nos casos de "Ring um den Ring" (1990), sobre música de Richard Wagner, e "MutationX" (1998), além das coreografias realizadas já no século 21: "Madre Teresa e as crianças do mundo" (2002), "Adeus, Federico" (2003, dedicada ao cineasta Federico Fellini) e "Zaratustra" (2006, inspirada na obra "Assim falou Zaratustra", de Friedrich Nietzsche).

Maurice Béjart também se dedicou ao ensino, compartilhando sua experiência por meio de duas escolas: Mudra, fundada em 1970, na cidade de Bruxelas, e Rudra, criada em Lausanne, no ano de 1992. Um de seus principais ensinamentos está resumido na frase que ele próprio criou, a fim de definir o que é a dança: "Um mínimo de explicação, um mínimo de anedotas e um máximo de sensações".

As companhias de dança fundadas por Béjart atuaram não apenas nos mais famosos teatros do mundo, mas, seguindo o sonho de aproximar o balé das massas, apresentaram-se em estádios desportivos e circos. Béjart criou cerca de 140 coreografias, nas quais somou à dança efeitos teatrais, textos literários e elementos de multimídia, criando uma arte desmesurada, na qual se misturam o cinema, o teatro e a ópera.

Béjart foi condecorado com a Ordem do Sol Nascente (1986) pelo imperador japonês Hiroito, nomeado Grande Oficial da Coroa (1988) pelo rei Balduíno, da Bélgica, e eleito, em 1994, membro da Academia Francesa de Belas Artes.

Nos últimos anos, com a saúde debilitada, seguiu dirigindo sua companhia de balé. Em uma de suas muitas entrevistas, ao ser questionado sobre a proximidade da morte, Béjart respondeu: "Eu creio que a gente morre sempre a tempo. O tempo é contado de maneira diferente para cada um, mas nós morremos a tempo".


Béjart faleceu em 22 de novembro de 2007, aos 80 anos, no Centro Hospitalar de Lausanne, na Suíça. Ao ser informado do falecimento, o bailarino Patrick Dupond afirmou: "Sem dúvida, agora, ele deve estar começando a fazer as estrelas dançarem". E não foi menor o elogio da célebre bailarina italiana Carla Fracci, de 71 anos: "O Deus da dança morreu".

Fontes: "El País", "La Vanguardia", "The New York Times" e "Le Monde".


 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Outra poesia presente no livro A.R.T.É.R.I.A.S...

Por outros caminhos
Vai, corre ao largo do destino,
Faz da madrugada palco para tuas elaborações.
Despreza a calma e abre-te para a pulsão invasiva
Da vida errante, inebriante, companheira de gargalhadas.
Risca no chão escuro a tua letra cintilante,
Caligrafia desenhada pelas estrelas.

Desconhece o homem, faz dele lembrança distante
E esquece que um dia habitou terras férteis.
Agora só te resta o absurdo,
Incorpóreo, sem face: só força.
Erupção ininterrupta de idéias
Incomodando teu espírito flamejante.

Atira-te ao mar, o mar metropolitano,
Em meio a tempestades de imagens,
Furacões sonoros e tsunamis de informações.
Vale-te das silhuetas desprezadas pelos bons de então,
Condenadas nas escrituras sagradas,
E engravida as artes com o sêmen da criação.

Escreve sem dor, sem espelho e sem herança.
Foge das escolas, dos parabéns, e do reconhecimento.
Rasga qualquer túnica que tentarem te vestir.
Cobre-te com os versos marcados na carne,
Pois o corpo é a tua única gramática.
Injeta na veia do mundo a embriaguês da escrita bailarina
E beija a boca caluniosa que te chamou de poeta.
                                                                                                       Leandro Lelis.
                                            

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mais um intercessor

Paulo Leminski, cachorro louco intempestivo embriagado e outras coisas mais....


eu
quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora
quem está por fora
não segura
um olhar que demora
de dentro do meu centro
este poema me olha

In: Caprichos e relaxos. Brasiliense, 1983.

Intercessores

Esse é um dos aliados percorrendo em nossas artérias.
Roberto Piva, poeta das ruas de São Paulo e de Sodoma...



ODE À FERNANDO PESSOA
O rádio toca Stravinsky para homens surdos e eu recomponho na minha imaginação
a tua vida triste passada em Lisboa.
Ó Mestre
da plenitude da Vida cavalgada em Emoções,
Eu e meus amigos te saudamos!
Onde estarás sentindo agora?
Eu te chamo do meio da multidão com minha voz arrebatada,
A ti, que és também Caeiro, Reis, Tu-mesmo, mas é como Campos que vou
saudar-te, e sei que não ficarás sentido por isso.
Quero oferecer-te o palpitar dos meus dias e noites,
A ti, que escutaste tudo quanto se passou no universo,
Grande Aventureiro do Desconhecido, o canto que me ensinaste foi de libertação.
Quando leio teus poemas, alastra-se pela minh'alma dentro um comichão de
saudade da Grande Vida,
Da Grande Vida batida de sol dos trópicos,
Da Grande Vida de aventuras marítimas salpicada de crimes,
Da grande vida dos piratas, Césares do Mar Antigo.
Teus poemas são gritos alegras de Posse,
Vibração nascida com o Mundo, diálogos contínuos com a Morte,
Amor feito a força com toda Terra.

Sempre levo teus poemas na alma e todos os meus amigos fazem o mesmo.
Sei que não sofres fisicamente pelos que estão doentes de Saudade, mas de
Madrugada; quando exaustos nos sentamos nas praças, Tu estás conosco, eu
sei disso, e te respiramos na brisa.
Quero que venhas compartilhar conosco as orgias da meia-noite, queremos ser
para ti mais do que para o resto do mundo.
Fernando Pessoa, Grande Mestre, em que direção aponta tua loucura esta noite?
Que paisagens são estas?
Quem são estes descabelados com gestos de bailarinos?

Vamos, o subúrbio da cidade espera nossa aventura,
As meninas já abandonaram o sono das famílias,
Adolescentes iletrados nos esperam nos parques.
Vamos com o vento nas folhagens, pelos planetas, cavalgando vaga-lumes cegos até o Infinito.
Nós, tenebrosos vagabundos de São Paulo, te ofertamos em turíbulo para uma
bacanal em espuma e fúria.
Quero violar todas as superfícies e todos os homens da superfície, Vamos viver para além da burguesia triste que domina meu país alegremente
Antropófago.
Todos os desconhecidos se aproximam de nós.
Ah, vamos girar juntos pela cidade, não importa o que faças ou quem sejas, eu te
abraço, vamos!
Alimentar o resto da vida com uma hora de loucura, mandar à merda todos os deveres, chutar os padres quando passarmos por eles nas ruas, amar os
pederastas pelo simples prazer de traí-los depois,
Amar livremente mulheres, adolescentes, desobedecer integralmente uma ordem
por cumprir, numa orgia insaciável e insaciada de todos os propósitos-
Sombra.
Em mim e em Ti todos os ritmos da alma humana, todos os risos, todos os olhares,
todos os passos, os crimes, as fugas, Todos os êxtases sentidos de uma vez,
Todas as vidas vividas num minuto Completo e Eterno,
Eu e Tu, Toda a Vida!
Fernando, vamos ler Kierkegaard e Nietzsche no Jardim Trianon pela manhã,
enquanto as crianças brincam na gangorra ao lado.
Vamos percorrer as vielas do centro aos domingos quando toda a gente decente
dorme, e só adolescentes bêbados e putas encontram-se na noite.
Tu, todas as crianças vivazes e sonolentas,
Carícia obscena que o rapazito de olheiras fez ao companheiro de classe e o
professor não vê;
Tu, o Ampliado, latitude-longitude, Portugal África Brasil Angola Lisboa São
Paulo e o resto do mundo,
Abraçado com Sá-Carneiro pela Rua do Ouro acima, de mãos dadas com Mário de Andrade no Largo do Arouche.
Tu, o rumor dos planaltos, tumulto do tráfego na hora do ¿rush¿, repique dos
sinos de São Bento, hora tristonha do entardecer visto do Viaduto do Chá,
Digo em sussurro teus poemas ao ouvido do Brasil, adolescente moreno empinando papagaios na América.
Vamos ver a luz da Aurora chispando nas janelas dos edifícios, escorrendo pelas
águas do Amazonas, batendo em chapa na caatinga nordestina, debruçando no Corcovado,
Ouçamos a bossa-nova deitados na palma da mão do Cristo e a batucada vinda
diretamente do coração do morro.
Tu, a selvagem inocência nos beijos dos que se amam,
Tu o desengajado, o repentino, o livre.
Agora, vem comigo ao Bar, e beberemos de tudo nunca passando pela caixa,
Vamos ao Brás beber vinho e comer pizza no Lucas, para depois vomitarmos
tudo de cima da ponte,
Vem comigo, eu te mostrarei tudo: o Largo do Arouche à tarde, o Jardim da Luz
pela manhã, veremos os bondes gingando nos trilhos da Avenida, assaltaremos o Fasano, iremos ver ¿as luzes do Cambuci pelas noites de crime¿,
onde está a menina-moça violada por nós num dia de Chuva e Tédio,
Não te levarei ao Paissandu para não acordarmos o sexo do Mário de Andrade
(ai de nós se ele desperta!),
Mas vamos respirar a Noite do alto da Serra do Mar: quero ver as estrelas refletidas
em teus olhos.
Sobre as crianças que dormem, tuas palavras dormem; eu deles me aproximo e
dou-lhes um beijo familiar na face direita.
Teu canto para mim foi música de redenção,
Para tudo e todos a recíproca atração de Alma e Corpo.
Doce intermediário entre nós e a minha maneira predileta de pecar.
Descartes tomando banho-maria, penso, logo minto, na cidade futura, industrial
e inútil.
Mundo, fruto amadurecido em meus braços arqueados de te embalar,
Resumirei para Ti a minha história:
Venho aos trambolhões pelos séculos,
Encarno todos os fora da lei e todos os desajustados,
Não existe um gangster juvenil preso por roubo e nenhum louco sexual que eu
não acompanhe para ser julgado e condenado;
Desconheço exame de consciência, nunca tive remorsos, sou como um lobo
dissonante nas lonjuras de Deus.
Os que me amam dançam nas sepulturas.
Da vidraça aberta olho as estrelas disseminadas no céu; onde estás, Mestre Fernando?
Foste levar a desobediência aos aplicados meninos do Jardim América?
Dás um lírio para quem fugir de casa?
Grande indisciplinador, é verdade?
Vamos ao norte amar as coisas divinamente rudes.
Vamos lá, Fernando, dançar maxixe na Bahia e beber cerveja até cair com um
baque surdo no centro da Cidade Baixa.
Sabes que há mais vida num beco da Bahia ou num morro carioca do que em
toda São Paulo
?
São Paulo, cidade minha, até quando serás o convento do Brasil?
Até teus comunistas são mais puritanos do que padres.
Pardos burocratas de São Paulo, vamos fugir para as praias?
Ó cidade das sempiternas mesmices, quando te racharás ao meio?
Quero cuspir no olho do teu Governador e queimar os troncos medrosos da floresta
humana.
Ó Faculdade de Direito, antro de cavalgaduras eloqüentes da masturbação transferida!
Ó mocidade sufocada nas Igrejas, vamos ao ar puro das manhãs de setembro!
Ó maior parque industrial do Brasil, quando limparei minha bunda em ti?
Fornalha do meu Tédio transbordando até o Espasmo.
Horda de bugres galopando a minha raiva!
Sei que não há horizontes para a minha inquietação sem nexo,
Não me limitem, mercadores!
Quero estar livre no meio do Dilúvio!
Quero beber todos os delírios e todas as loucuras, mais profundamente que
qualquer Deus!
Põe-te daqui para fora, policiamento familiar da alma dos fortes: eu quero ser
como um raio para vós!
Violência sincopada de todos os "boxeurs"!
Brasileira do Chiado em dias de porre de absinto.
Arcabouço de todas as náuseas da vida levada em carícias de Infinito.
Tudo dói na tua alma, Nando, tudo te penetra, e eu sinto contigo o íntimo tédio
de tudo.
Realizarei todos os teus poemas, imaginando como eu seria feliz se pudesse estar
contigo e ser tua Sombra
 (Roberto Piva)
.

Aos interessados! ! !

O livro artesanal A.R.T.É.R.I.A.S pode ser adquirido pelas mãos de nós mesmos – Centenário (Jan), Flokos (Vinícius), Leandro.
Estamos quase sempre no C.H da UECE e pelas ruas do Benfica.
Trata-se de uma produção artesanal que saiu em 53 exemplares, composto de 33 poesias, algumas postadas aqui no blog, e 10 desenhos.
Custa a bagatela de 5 mangos, mas quem quiser pagar valores maiores não iremos recusar...
Podem deixar algum recado nas postagens que com certeza iremos manter contato.
Leandro.

Mais uma do grande Flokos

o sol virá
por detrás das árvores verdejantes
sem se importar
com a aprovação dos passantes
ou com a contribuição dos ouvintes

senhores leitores,
o sol virá, logo mais ele aparecerá,
amarelo e robusto, como um saldo
ou um susto
mais rápido do que o trem bala
e mais doce que os beijos
que não me foram dados.

Deixando nesgas de luz
por cima de qualquer coisa
veja, então, o sol desbravando
a mata verde.

Sem rimas, lá vem o sol
um Cão Sem Plumas, um João Cabral,
um pequeno trem
sem trilhas, sem destino algum.
                                                                      Flokos.

sábado, 9 de outubro de 2010

Bukowiski está morto

converte em valsa
o que te revira a mente
planta a semente
no chão que te maltrata
colhe teu fruto
louco, inconsequente

na flor de tua desgraça
revira das nesgas adormecidas
de fumo, que te enfeitam a barba,
deixa o cabelo a gosto do vento
que te afaga
e deixa um beijo para o amanhecer
de um poeta bêbado:
Bukowiski morreu
mas eu estou vivo.
                                              Flokos e Cabeludo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

AVISO

Duvidem

De um pensamento sem corpo

De uma idéia sem sangue

De uma língua sem dança

De um amor sem toque

Dos opúsculos alemães de filosofia

E deste aviso
Leandro..


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Para Carla

EXISTE UMA SEDUÇÃO NOS LABIRINTOS

de dias sempre diversos - uma poesia

pode flechar, acertar uma beleza,

a partir daí construir o inusitado, arquitetura

de desejos em TERRAS DEBUTANTES E IMAGENS

férteis, uma surpresa a cada passo TRêMULO

poRÉM decidido, a MAGIA do AINDA

NÃO DITO as sensações de um TOQUE DE

MÃOS DENUNCIAM O DELEITE.
                                                                                 Centenário.

Surge a primeira criação!

No dia 18/08/2009 Sairam quentinhos das xerox no bairro Benfica a primeira edição do livro ilustrado ARTÉRIAS. Com 24 exemplares, pois a grana estava curta, fomos ao evento Manifesta no teato José de Alencar divulgar a publicação. Hoje, 20/09/2010, conseguimos com a venda da primeira edição tirar mais 30 livros. Estaremos divulgando nosso trabalho e todo dinheiro ou outro trabalho de algum artista bacana em troca é bem vindo.
Bafejado por alegria das ruas

Constituindo outras matérias

Embriagando vidas nuas

Correm

Inquietações pelas A R T É R I AS