Quero este instante como um
sorriso de criança destraída
na alegria da brincadeira faceira
com este bem querer de lembranças
e esquecimentos dançantes
CENTENÁRIO
A.T.É.R.I.A.S... Trata-se da produção quase artesanal de um livro contendo 33 poesias e 10 desenhos. Os textos foras escritos por Centenário (Jan Stepherson), Flokos (Vinicius Falcão), Leandro Lelis, e os desenhos feitos por Eduardo. Outros parceiros, como Jeca (Jeferson Pinheiro) e Biba, contribuíram com esta experimentação, quer nas idéias, quer nos ajustes, quer na arte do livro, quer na agradável companhia. Passageiros das ruas e bares de Fortaleza.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Poesia do Flokos
O que não é dito escorre
entre uma e outra linha
o que não é dito fica em silêncio
assinado como uma aceitação
Ta(c/t)i(t/c) a ("o que não é não
é sim"), o que não é dito
é escrito e trancado na gaveta
que fica do lado da cama
gavetas que falam mais do que as mãos e ficam perto do colchão
onde se dorme, também se come, se deita
se morre e se nasce.
O que não é dito escorre
pelo canto da boca e morre em alguma fresta de mim,
nem sempre é escondido, muitas vezes
está tão claro que nem precisa
estar à amostra
como dois e dois são cinco
como três que não se acham
azes de um jogo mal resolvido
que se resolvem em quatro.
FLOKOS
entre uma e outra linha
o que não é dito fica em silêncio
assinado como uma aceitação
Ta(c/t)i(t/c) a ("o que não é não
é sim"), o que não é dito
é escrito e trancado na gaveta
que fica do lado da cama
gavetas que falam mais do que as mãos e ficam perto do colchão
onde se dorme, também se come, se deita
se morre e se nasce.
O que não é dito escorre
pelo canto da boca e morre em alguma fresta de mim,
nem sempre é escondido, muitas vezes
está tão claro que nem precisa
estar à amostra
como dois e dois são cinco
como três que não se acham
azes de um jogo mal resolvido
que se resolvem em quatro.
FLOKOS
domingo, 19 de dezembro de 2010
Poesia de leandro
INVENÇÃO
Queria um dia comprar-me
Mas o dinheiro estranhou o bolso.
Resolvi então copiar-me.
Tentativa desastrosa,
Pois o traço foi inifel
Só restou
Inventar-me.
LEaNDrO
Queria um dia comprar-me
Mas o dinheiro estranhou o bolso.
Resolvi então copiar-me.
Tentativa desastrosa,
Pois o traço foi inifel
Só restou
Inventar-me.
LEaNDrO
Mais uma sequência de textos publicados no livro artesanal ARTÉRIAS
O corpo líquido que se esparrama
pelas brechas do presente,
liquidez vegetal, escorregadio animal
que anuncia o brado do corte epitelial
que sangra, que jorra vida no escuro
do desapercebido, nas bordas, nas margens,
no fora, no furo do mundo, onde
nos deleitamos em não saber quem somos,
a noite.
CENTENÁRIO
pelas brechas do presente,
liquidez vegetal, escorregadio animal
que anuncia o brado do corte epitelial
que sangra, que jorra vida no escuro
do desapercebido, nas bordas, nas margens,
no fora, no furo do mundo, onde
nos deleitamos em não saber quem somos,
a noite.
CENTENÁRIO
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