terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Centenário !!!

Quero este instante como um

sorriso de criança destraída

na alegria da brincadeira faceira

com este bem querer de lembranças

e esquecimentos dançantes

                                       CENTENÁRIO

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Poesia do Flokos

O que não é dito escorre
entre uma e outra linha
o que não é dito fica em silêncio
assinado como uma aceitação
Ta(c/t)i(t/c) a ("o que não é não
é sim"), o que não é dito
é escrito e trancado na gaveta
que fica do lado da cama
gavetas que falam mais do que as mãos e ficam perto do colchão
onde se dorme, também se come, se deita
se morre e se nasce.

O que não é dito escorre
pelo canto da boca e morre em alguma fresta de mim,
nem sempre é escondido, muitas vezes
está tão claro que nem precisa
estar à amostra
como dois e dois são cinco
como três que não se acham
azes de um jogo mal resolvido
que se resolvem em quatro.
                                            FLOKOS

domingo, 19 de dezembro de 2010

Poesia de leandro

INVENÇÃO

Queria um dia comprar-me

Mas o dinheiro estranhou o bolso.

Resolvi então copiar-me.

Tentativa desastrosa,

Pois o traço foi inifel

Só restou

Inventar-me.
                               LEaNDrO

Mais uma sequência de textos publicados no livro artesanal ARTÉRIAS

O corpo líquido que se esparrama
pelas brechas do presente,
liquidez vegetal, escorregadio animal
que anuncia o brado do corte epitelial
que sangra, que jorra vida no escuro
do desapercebido, nas bordas, nas margens,
no fora, no furo do mundo, onde
nos deleitamos em não saber quem somos,
a noite.
                                                             CENTENÁRIO